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segunda-feira, 18 de março de 2013

Turquia Mediterrânea 28 Maio a 6 de Junho [Programa de Viagem]

Em parceria com o Fotoadrenalina, criámos entre os dias 28 de Maio e 6 de Junho esta experiência fotográfica na Turquia Mediterrânea. 
Trata-se de uma oportunidade única de fotografar por terra, mar e ar. 
Por terra passaremos por cidades e vilas como Selcuk, Fethiye e Olympos, por paisagens como Pamukkale (piscinas naturais). Vamos velejar pelo Mar Mediterrâneo e fotografar uma das paisagens mais paradisíacas do mundo - a costa da Antalya. E para os mais aventureiros, vão poder voar num dos cenários paisagísticos considerado top 2 mundial, em para-pente sob a baía de Oludeniz (actividade opcional). 
Para mais informações e inscrição em http://www.fotoadrenalina.com/expeditions.aspx?expedition=69







Dos 10 dias desta viagem no oeste e sul da Turquia, 5 dias deles serão passados a bordo de um Gulet Turco tal como estes. Ao pequeno almoço, almoço e jantar  ancoramos junto a vales, baías e ilhas paradisíacas que poderemos explorar para fotografar a pé ou aproveitar para uns mergulhos. A dormida será sempre a bordo, nos quartos, ou se preferirem, dado as excelentes temperaturas, em colchões no convés ao relento.






A par da grandiosa Hierapolis a grande atracção em Pamukale são as suas “piscinas-varandas”. O lugar é uma maravilha natural com inúmeras cascatas brancas, estalactites e piscinas naturais formadas durante séculos por força da água. Possui uma bela e exótica paisagem com terraços de rochas brancas e brilhantes formadas por calcário que, vistas à distância, parecem um imenso manto de algodão.




Somos presentados na chegada à Turquia com a cidade clássica mais bem preservada no oeste do mediterrâneo.
Ephesus é o melhor sítio nesta região do globo para termos a noção de como os Romanos viviam, trabalhavam e se divertiam


Num regresso ao passado, Fethiye brinda-nos com vários túmulos Licios cravados na rocha, datados de 500 Ac. No pôr-do-sol revelam toda a sua beleza para a fotografia.





 Temos ainda a oportunidade de visitar uma típica aldeia turca, onde se produzem vinhos e licores bastante afamados. É uma pacata e belíssima aldeia, localizada no topo de um vale, rodeada por vinhas, pessegueiros e pereiras, com casas de pedra do séc. XIX onde poderemos assistir ao dia-a-dia dos locais e juntarmo-nos a eles para conhecer um pouco melhor esta realidade.




sábado, 6 de outubro de 2012

Bazar Persa



Impressões do antes (ou, eu irei, ele irá...eles irão). No princípio era o verbo, a verba, e depois o destino. Para além de assumir a tradução portuguesa homónima do verbo propício à viagem, quando o Irão se torna destino e não verbo conjugado no futuro do indicativo, é pelo fascínio que ele provoca que se decide roer caminho até lá! Por ser um país embriagado em costumes alimentados pela sua língua - o farsi, pela sua história, por aquela religião - o Zoroastrismo, pelo seu povo, e até pela sua polícia, a dos costumes. Durante trinta dias vestimos essa cultura com vontade de saber o que é ter aquela visão, esta audição, muito paladar, algum tato e um olfato persa, no masculino e no feminino. Fazemos as malas do estrito necessário, dobrando a novidade e o inesperado para deixar espaço para o que trouxermos de lá.

Acompanha-me em: http://bazarpersa.blogspot.pt/


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Janela indiscreta para um almoço no feminino, em Tamdaght (Marrocos)


Após explorar cada recanto da famosa Kasbah (fortificação) de Ait Benhaddou, assegurei dormida no seio de uma família local do sul de Marrocos, entre Marrakesh e Ouarzazate. A curiosidade levou-me a deixar esta para trás, ao início da tarde, e a caminhar uns bons quilómetros pelos campos de cultivo,  ziguezagueando pelo rio Ounila até chegar à Kasbah de Tamdaght e respectiva aldeia subjacente.

Ao subir o topo da Kasbah reparei num grupo de mulheres a disfrutar de um almoço bem tardío (reparem no meio uma enorme taca de couscous).

Já tinha reparado, muitas vezes, que em Marrocos as mulheres andam  raramente sozinhas pela rua e, quando o fazem, há uma clara discriminação de género. Tal como muitas pessoas me tinham dito, existe o exemplo de  Hammam (banho público) onde podem estar mais à vontade umas com as outras e conversarem sobre assuntos mais pessoais e/ou íntimos. 

Não sei exactamente qual a razão, mas sendo um momento bastante privado e muito raro para mim como homem e estrangeiro poder presenciar alguma vez sem ser por acaso, quis registá-lo. Este momento transmitiu-me um pouco disto tudo que acabei de explicar e, por sentir que apesar de ser provavelmente  banal para elas, foi especial para quem como eu observava de fora.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Praia de Bruce, Arquipélago dos Bijagós, Guiné-Bissau

Não tem resorts, piscinas por perto, nem sequer estradas alcatroadas ou trânsito automóvel, mas é uma das minhas praias de sonho. É  bastante isolada, sendo apenas frequentada por alguns locais que habitam em tabancas próximas (aldeias com casas de adobe e tecto de colmo, ou nos casos mais recentes - zinco) e um ou outro curioso esporádico. Tem um carro (o único da ilha!) que poderá fazer o serviço de o trazer à praia desde o lado oposto da ilha, a cerca de 15 quilómetros percorridos em cerca de meia hora, dada as condições da estrada. Tem também um homem encantador, que vive numa casa abandonada por portugueses que lá viviam, e sendo aparentemente o único habitante,  trata os visitantes com a maior simpatia, gentileza e respeito deste mundo, tornando tudo possível para que tenhamos o melhor - inclusive o melhor peixe!

Refiro-me à Praia de Bruce, na ilha de Bubaque. Ilha que serve como ponto de referência de quem vem de Bissau, no Arquipélago dos Bijagós. É um arquipélago misterioso, com um povo encantador pela sua simplicidade e simpatia, praias perfeitas a perder de vista, uma vegetação luxuriante, e noites com um céu de mil e uma estrelas.

Numa das tardes somos surpreendidos pela curiosidade de um grupo de crianças. Aqui vos deixo um pequeno registo fotográfico desse momento.








 





 








quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Jebel Zagora, Marrocos

Sul de Marrocos, últimos dias de Março. Acordo de manhã em Zagora, em casa de alguns amigos marroquinos, depois de alguns dias de deambulações ao longo dos luxuriantes palmeirais e seus Ksar's (castelos de adobe), entre Ouarzazate - a porta para o sul - e Agdz, um incrivel oásis. Se estivermos só de passagem o olhar enganador revela-nos que provavelmente existe ali apenas mais uma vila entre tantas outras sem motivo de especial interesse que justifique uma paragem.

Zagora é uma cidade moderna criada pelos franceses, embora o oásis se encontre habitado desde "sempre". É conhecida pela expedição por parte dos Saadinos para conquistar Timbutku em 1591. É aí que estava à vista o famoso sinal Tombouctou 52 jours (Em caravana de camelos) .
Acordo cedo com Sharaf, a quem foi delegado levar-me a subir o Jebel (montanha) Zagora. Apesar da minha insistência, nenhum dos outros queria ir, pois estavam super cansados. Sharaf era o mais novo e por isso de certa forma foi o sacrificado, embora o próprio gostasse imenso de estar comigo - e vice-versa!

Confessou-me, enquanto caminhávamos, que detesta praticar o Ramadão, que fuge por respeito - e com medo, claro - durante o dia para os palmeirais às escondidas dos familiares para comer algo mais, até à iftar (a refeição ingerida durante a noite com a qual se quebra o jejum diário).
A subida parece ser constituída de "loops" infinitos, os quais sentia particularmente mais longos à medida que o sol ia ficando mais forte.

Ao atinjimos o cume fico a apreciar as vistas espetaculares daquela montanha, com Zagora bem lá em baixo a revelar a grandeza dos palmeirais de norte a sul seguindo o rio Drâa, enquanto que no horizonte se levantam tempestades de areia que se tornarão mais fortes ao longo da tarde e que eu próprio irei sentir na pele.

Despeço-me com amizade de Sharaf e dos outros e sigo à boleia para sul até M'hamid, a cerca de 150 quilómetros, de forma a alcançar o deserto na sua plenitude. Chegarei nesse dia ao final da tarde.


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Magnífico Baalbeq, Líbano

A par de Efes na Turquia, Palmira na Síria, ou Jerash na Jordânia, Baalbeq surge como a jóia da coroa no Líbano no que diz respeito ao seu legado romano, onde já anteriormente tinham prosperado alguns povoamentos Fenícios e Gregos.

Conhecido por Heliopólis, ou cidade do sol do Mundo Antigo, é sem sombra de dúvida o sitio arqueológico mais impressionante do Líbano e, segundo os especialistas, o mais bem preservado do Médio Oriente. Construídos numa escala bastante extravagante, os templos ofuscam qualquer semelhante construído em Roma.

Como acontece na maior parte dos sítios deste género, a melhor altura para visitar seja para evitar as multidões, ter a melhor luz para fotografar ou até uma temperatura bem mais amena é, na minha opinião, de madrugada ou ao final de tarde, como faço sempre questão e como foi este o caso.

Com uma temperatura fantástica e uma luz especial que ao incidir na pedra oferecia-lhe um dourado único, encontrei-me ali sozinho uma vez que todos já tinham abandonado o recinto. Ao mesmo tempo que o último raio de sol desaparecia, deu-me naquele momento em que escrevia ainda uma recordação bastante quente e saudosista de toda a ansiedade que senti para chegar a este local e no fim, a forma como pude desfrutar dele.














segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Hummus bi tahini e fuul, o meu "brunch" no Médio Oriente

Comer é uma das grandes paixões das pessoas no Médio Oriente. Se existe consenso nesta zona do globo é sobre a arte de comer bem. Como dizia Rafik Schami em Damascus : Taste of a City "esta tradição enraizada de apreciar comida ensinou-me a diferenciar entre a necessidade de encher o estomago e a possibilidade de comer com prazer."

T'mazza significa, em árabe, saborear em pequenas porções. Compararia esta oferta comum no Médio Oriente às tapas espanholas ou ao antipasto italiano, na medida em que consiste numa colecção de aperitivos ou diversos pratos em pequenas quantidades de comida, que nos possibilita experimentar uma variedade enorme, por vezes até complementar entre si, com a vantagem extra de nos retirar a dificuldade de escolher apenas um entre tantos pratos irresístiveis.

Venho assim apresentar um destes pequenos pratos que fez parte, ao longo de meses, do meu pequeno almoço, quase almoço e lanche ao mesmo tempo, ao estilo de um brunch inglês, no Egipto, Israel/Palestina, Jordânia ou Síria. Sempre acompanhados por pão pita claro, e neste caso ainda cebola e azeite.

Trata-se de hummus e tahini com fuul. Hummus é grão de bico cozido, misturado com tahini (sesámo), com limão, azeite, alho e salsa enquanto o fuul tem praticamente a mesma receita, embora sejam favas ao invés de grão e algumas especiarias.

Resta-me dizer que ocasionalmente dá-me uma enorme vontade de um destes pequenos almoços, em especial se for nas casas mais tipicas. Onde se pode comer o "melhor hummus" é uma discussão tão comum nos cafés do Médio Oriente, como discutirmos por cá onde se come os melhores caracóis ou o melhor bitoque. Eu arriscava dizer que seria no Abu Bakri em Acre, de onde é originária esta foto.

terça-feira, 31 de julho de 2012

No Bazar de Sanliurfa e respectivo caravanserai, Sudoeste da Turquia.


O Bazar de Sanliurfa é um conjunto de caos ordenado composto por inúmeras ruas, algumas cobertas, outras abertas, em que tal como na maioria dos mercados do Médio Oriente, ordenadamente se vende um pouco de tudo, desde especiarias a peles, pombos a sapatos feitos à mão. Foi construído por Suleyman o Magnífico, em meados do século XVI.

Aconselharam-me a perder-me como deve acontecer em qualquer mercado, coisa que fiz e talvez por isso mesmo encontrei a cereja no topo do bolo quase sem querer. Ainda no mercado coberto dei de caras com um antigo caravanserai (bedesten), onde neste caso antigamente se vendia seda. Estes mercados fechados, à prova de fogo era onde geralmente se guardavam os bens mais valiosos. Eram usualmente utilizados por alfaiates e artesãos (que trabalhassem peles, madeiras, jóias, roupas ou ferramentas, entre outros)

Aqui perto encontrei o Gumruk Hani, outro caravanserai, neste caso com um belíssimo pátio aberto, onde me deparei com grupos de pessoas a conviver, bebendo chá e café, enquanto jogavam Backgammon (vulgo Tavla). Obviamente fui convidado a participar em longas conversas regadas com çay turco.







terça-feira, 17 de julho de 2012

Encontros no fim de tarde nas margens do rio Eufrates, Deir-Zur, Síria

Senti que faltava uma componente fotográfica mais extensa sobre o último post. Desta forma, fui revolver o baú à procura de mais alguns exemplares que vos deixo aqui agora.


Os arqueólogos da UNESCO Jean-Pierre e Jean-Louis em Dura Europos, analisando a evolução das ruínas ao longo das décadas.


O tradicional mercado de Deir-Zur.



O café Al-Jeser, onde conheci o Juan e o Mickaël e onde terminava os meus dias fumando narguilé e bebendo chá, junto ao Rio Eufrates em consonância com os locais.


O eterno Eufrates, palco de uns belos mergulhos de Verão. A convite de Thaer e os seus amigos sírios saciei a minha vontade de matar o calor. Logo depois sairmos de Deir-Zur em direcção a Raqqa, ainda no este sírio, recebendo-me e hospedando-me em suas casas e com quem desfrutei a maravilhosa e descontraída companhia.



O grupo completo após conhecermos dois alemães que viajavam em sentido contrário, mas que se juntaram para um fim-de-semana inesquecível.